terça-feira, 24 de maio de 2011

Bullying: das brincadeiras à violência


Bullying: das brincadeiras à violência
Por  Cléo Fante
Pesquisadora pioneira do bullying escolar no país e consultora da ONG Plan Brasil.


Todos nós já fomos crianças um dia. Quem não se recorda das brincadeiras que nos faziam rir e às vezes chorar de raiva ou de vergonha? Sem graça, inconvenientes, inconsequentes, maldosas. Mas tudo não passava de brincadeira.

As brincadeiras fazem parte das relações; aproximam, integram, incluem. Entre os estudantes, são essas brincadeiras que tornam o ambiente escolar divertido e descontraído, que estimulam a frequência, a permanência, o desempenho, a aprendizagem, o gostar da escola.

No entanto, quando as brincadeiras perdem a essência da espontaneidade, da diversão e do prazer podem se converter em violência. Nesse ponto é que está o sinal de alerta. Existe uma linha muito tênue entre brincadeira e violência. Na brincadeira deve existir um equilíbrio entre as partes e todos se divertem, se descontraem, participam. Quando há desequilíbrio, onde uma parte se diverte e a outra é constrangida, humilhada, intimidada, a brincadeira acabou e aí começa a violência.


Assim como as brincadeiras são parte das relações, pode-se dizer que a violência de igual modo. Quem não se recorda de cenas de violência envolvendo familiares, vizinhos, amigos ou a si mesmo.

A violência é cruel, machuca, faz sofrer. Ao longo dos tempos foi se instalando sorrateiramente em nosso cotidiano. Faz parte de nossas vidas, de nossas histórias. Está presente em todos os contextos sociais, nas relações entre adultos,  destes com as crianças e vice-versa.

Infelizmente, entre as crianças se torna cada vez mais visível, em especial no contexto escolar. Dentre as formas de violências que ocorrem entre os estudantes, há uma que desperta a atenção e o interesse de estudiosos de todo o mundo, o bullying. 
O bullying é uma forma de violência que ocorre na relação entre pares, sendo mais comum entre os estudantes. É definido como um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotadas por um indivíduo contra outro(s), sem motivos evidentes, causando dor e sofrimento e dentro de uma relação desigual de poder, o que possibilita a intimidação.

É um fenômeno antigo, tanto quanto a própria instituição escola. No entanto, seus efeitos ao longo do tempo foram ignorados, por ser interpretado como brincadeiras da idade.



O bullying não pode ser confundido com brincadeira. É violência gratuita e intencional. É marcado por um jogo de poder, onde os mais fortes – do ponto de vista físico, emocional, econômico, social – convertem os mais fracos – sob os mesmos pontos de vista - em objetos de diversão e prazer.

O autor de bullying é movido pelo desejo de popularidade, aceitação, status de poder no grupo social. Para isso, submete aquele que elegeu como “bode expiatório” à situação de inferioridade, ao escárnio público na escola ou na internet, ao psicoterrorismo. Humilha, constrange, difama, intimida, persegue, amedronta. Quanto mais atormenta a vida do outro, mais cresce a sua popularidade. Torna-se temido e muitas vezes respeitado entre os colegas de escola e/ou fora dela.

Geralmente, escolhe aquele que não oferece resistência, o vulnerável, o mais fraco, o menor, o que tem poucos ou nenhum amigo. As vítimas potenciais são os que apresentam exacerbada timidez, introspecção, dificuldade relacional, diferenças individuais positivas ou negativas, dificuldade de se impor e de se defender.

Suas ações são validadas por muitos que assistem e acabam por participar - direta ou indiretamente -, como espectadores ativos, passivos ou omissos.

É claro que há os que não concordam com o comportamento negativo dos colegas, tentam defender as vítimas, mas nem sempre conseguem. Outros se divertem com a intimidação e o sofrimento alheio. Há, ainda, os que se omitem temendo ser eleitos como próximos alvos dos maus tratos.

A vítima acuada, na maioria dos casos, sofre em silêncio. Por medo de represálias ou da incompreensão dos adultos ou dos colegas, da vergonha de se expor ainda mais ou de não sobrecarregar os familiares com mais problemas. Carrega consigo a dor, a vergonha, a raiva, tanto daqueles que a fazem sofrer como de si mesma, por não saber o que fazer.

Os efeitos do bullying afetam a todos, em especial às vítimas, que poderão ter seu processo de desenvolvimento comprometido. Dependendo da gravidade da exposição e temporalidade, as sequelas podem acompanhá-las além do período acadêmico. Poderão se tornar adultos inseguros, tensos, agressivos, deprimidos, com dificuldades relacionais e afetivas. Poderão desenvolver transtornos e doenças de fundo emocional, adotar condutas ofensivas, reproduzir o sofrido em outros contextos, como o laboral e familiar.

Em alguns casos, o bullying está associado aos massacres que ocorreram em escolas, com maior incidência nos Estados Unidos. No Brasil, as tragédias em Taiuva (SP, 2003), Remanso (BA, 2004) e Realengo (RJ, 2010) retratam as sequelas do bullying.

Durante anos os protagonistas de tais tragédias foram alvos de deboches, humilhações e perseguições gratuitas por serem diferentes dos demais. Ressentimentos foram ao longo do tempo represados, pensamentos de vingança foram se cristalizando, problemas foram se acumulando. Um componente sozinho não é capaz de produzir tanto efeito, mas a junção de fatores, emocionais, familiares, econômicos, sociais, laborais, associada ao bullying é.

Obviamente nem todas as vítimas de bullying chegarão ao trágico desfecho de matar e matar-se. Há os que sofrem, os que enfrentam, os que superam. Há os adultos que, quando instrumentalizados, oferecem apoio, segurança e auxílio às vítimas e autores. Isso é imprescindível.

Por outro lado, obviamente, que nem tudo o que acontece na escola é bullying. Há provocação, desavença, briga, conflito, indisciplina, desrespeito, incivilidade. Existe uma gama de situações que ocorrem entre os estudantes. O que vejo é certo exagero por parte de muitos adultos, que tentam explicar o bullying de forma precipitada e equivocada, o que tende a banalizar e alarmar a sociedade.

Muitas escolas, equivocadamente, estão querendo acabar com as brincadeiras. As crianças estão sendo constantemente observadas, advertidas, engessadas. As brincadeiras, mesmo as agressivas, inconvenientes ou inconsequentes, fazem parte das relações. Deixem as crianças brincarem. Os adultos devem observar à distância e quando as brincadeiras perderem sua essência é que devem intervir.

Afinal, brincar é direito de crianças e adolescentes que deve ser preservado. O que não se pode permitir é a ocorrência de bullying. Todos devemos velar pelos direitos de crianças e adolescentes. Punir ou criminalizar não é a solução. Prevenir é melhor do que remediar, diz o velho ditado. 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Qual é o melhor Smartphone do momento?

 Olá amigos! Primeiramente quero agradecer a todos o carinho,  as frequentes vizitas aqui no Blog e a indicação do nosso cantinho ao TopBlog 2011. Muito obrigada de coração!! Amo muito todos vocês!!! Beijinhos...

Qual é o melhor smartphone do momento? O iPhone 4 sempre é apontado como um dos preferidos, mas é o mais antigo na disputa desse Laboratório Digital. Nem por isso, a tecnologia embarcada no produto da Apple deixa a desejar. O Atrix é o mais recente – e o único do teste que já traz um processador com dois núcleos. O Nexus S é a segunda investida do Google no mundo do hardware. A primeira, o Nexus One, não deu muito certo... Vamos a eles!

O teste começa pela parte mais visível: a tela. E aqui a escolha é difícil: os 3 modelos oferecem telas super sedutoras. O Nexus S e o Atrix oferecem telas maiores, com quatro polegadas. O iPhone 4 tem tela um pouco menor, com 3 polegadas e meia. Mas, o telefone da Apple é quem oferece a maior resolução, com 960 por 640 pixels. O Atrix vem logo depois, com 960 por 540 pixels, uma diferença pequena. Por último, o Nexus S, com 800 por 400 pixels. Ou seja, a tela do iPhone é a que oferece imagens mais nítidas, seguida bem de perto pela tela do Atrix. Então nesse quesito, a vitória ficou com o Atrix. Sua tela é maior que a do iPhone, e a resolução não é tão diferente assim...

Câmeras. Os 3 modelos oferecem exatamente a mesma configuração: 5 megapixels na traseira, com flash de LED, e VGA para a câmera dianteira.

No quesito armazenamento, quem fica na lanterna é o Nexus S. O aparelho oferece 16 giga. O iPhone oferece duas possibilidades, 16 ou 32 giga. O Atrix também vem com 16 giga, mas ele é o único que aceita cartões de memória. Com um cartão, ele pode chegar a até 48 giga de espaço.

No quesito conexões, o Atrix acaba na frente, já que ele oferece, também, mais conexões físicas. Além do mini-USB, o aparelho da Motorola também traz o HDMI. Ou seja, dá até para ligar na sua TV da sala.

Transformar o celular em um roteador sem fios é mérito do sistema operacional Android, que controla o Nexus S e o Atrix. Só que eles são ligeiramente diferentes. O Nexus S tem a versão mais recente, a 2.3. O Atrix, a 2.2. Não há grandes diferenças entre elas. Talvez a principal seja o teclado, que é maior e mais confortável no Nexus S. O que as duas têm em comum é que são mais rápidas que o iOS, o sistema operacional do iPhone. Mas, por outro lado, elas são um pouco mais complicadas: você se acostuma mais rapidamente com o iPhone e, em nossos testes, o telefone da Apple se deu melhor, por exemplo, no reconhecimento dos comandos de voz.

O coração de todo computador é o processador. E como esses aparelhos são quase computadores, o processador desempenha papel fundamental. Aqui, o Motorola leva vantagem folgada: é o único que oferece um processador com dois núcleos da mais recente geração. Além disso, ele oferece 1 giga de memória RAM, contra 512 mega dos outros dois. Isso, combinado ao Android, faz com que o Atrix seja, disparado, o mais rápido entre os 3. Em segundo lugar fica o Nexus S – que tem praticamente o mesmo hardware do iPhone, mas um sistema operacional mais leve.

Uso. Esse é um quesito um pouco subjetivo. Como dissemos, é mais fácil se acostumar com o iPhone: ele é mais intuitivo, mas o Android também não é nenhum bicho de sete cabeças. A Apple continua na frente no que diz respeito à variedade de aplicativos disponíveis na App Store. Mas, os Android têm a vantagem de rodar qualquer aplicativo: ou seja, não é preciso passar pelo crivo do Google para criar um programa que rode num celular Android. Mas, o iPhone tem um diferencial importante: sua tela continua a oferecer a maior precisão no toque. A diferença é pequena, é verdade, mas, passear pelas páginas da Internet é mais fácil no iPhone justamente porque esse toque é mais preciso.

Geralmente, o preço é um dos fatores de maior peso nas análises do Laboratório Digital. Mas, nessa edição, ele terá uma importância menor. Isso porque um dos modelos ainda não está disponível no Brasil. O Nexus S deve chegar em breve, mas ainda não está nas prateleiras do país. Imaginamos que ele não deve fugir muito da faixa dos outros dois que, desbloqueados, custam cerca de 2 mil reais.

Dito isso, chegamos à nossa conclusão. Pesando os quesitos técnicos, a escolha do Olhar Digital como melhor smartphone é o Atrix da Motorola. Com o processador mais moderno, mais memória RAM, mais conexões e com um sistema operacional super rápido, ele supera o Nexus S e o iPhone. Mas, vale o reconhecimento. O iPhone 4 já está no mercado há quase 1 ano, enquanto o Motorola acabou de chegar. Mesmo assim, o telefone da Apple não fez feio e ofereceu boa batalha. Já o Nexus S ficou para trás em dois quesitos importantes: a resolução da tela e a capacidade de armazenamento.

Além de ser o melhor smartphone, o Atrix ainda tem outras surpresas reservadas. O grande diferencial dele são os acessórios que o transformam numa central multimídia, ou então num laptop, usando o poder de processamento do próprio telefone. Na central multimídia existe uma saída HDMI para a conexão numa TV. Também podem ser conectados teclado e mouse Bluetooth, assim praticamente você monta um desktop. Um controle remoto ajuda a navegar entre as funções de vídeos, fotos e músicas. Mas se você preferir toda essa funcionalidade no formato de notebook, basta adquirir o lapdock por cerca de R$ 700. O conceito é basicamente o mesmo da outra docking station, porém nesse caso, a tela, touchpad e teclado estão integrados numa única peça e ainda existem portas USB, para conexão de periféricos externos.

 Fonte e direitos autorais: www.olhardigital.com.br

http://olhar.vc/f9d97

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Saiba como editar vídeos e colocar legendas dentro do próprio YouTube

Você sabia que o YouTube oferece uma ferramenta de edição gratuita e super fácil de usar? O sistema não possui tantas funções quanto os softwares profissionais de edição, é claro, mas vai além do básico, e dá até para colocar trilha sonora e legendas no seu vídeo.


Um detalhe é que, obviamente, só é possível editar vídeos que você tenha publicado na sua conta. Para isso, basta entrar no “Editor de Vídeos”. Do lado esquerdo, você vê uma miniatura dos seus vídeos e, do direito, uma janela onde terá o resultado da sua montagem. Para alterar algum vídeo é só arrastar as miniaturas para a linha de edição ou simplesmente clicar no “mais”.

O primeiro passo da edição é escolher os trechos que serão usados e reordená-los para montar um vídeo novo na função “cortar”. Caso você tenha gravado o vídeo em um celular, por exemplo, você tem como girar a imagem e, nos efeitos, até estabilizar o quadro para poder acabar com as imagens tremidas. Há ainda a possibilidade de alterar brilho e contraste e, se preferir, dá até para transformar o filme em preto e branco.

Para completar a edição e deixar seu vídeo com cara de profissional, você pode adicionar uma trilha sonora neste ícone. A pesquisa pode ser feita pelo nome da música, por gênero ou artista. São centenas de músicas disponíveis. Quando decidir, arraste a faixa para a linha de edição. Por último, faça o mesmo com as transições. São oito opções que vão deixar a mudança de um trecho para outro muito mais legal...

Edição pronta? Agora é só clicar em “publicar” e dividir com todo mundo.

No novo vídeo já publicado, você ainda pode acrescentar anotações, como balões de quadrinhos, observações e título. Em “editar anotações” escreva o que quiser e divirta-se. E se você tiver o arquivo com a legenda do seu vídeo, em “editar legendas” você facilmente encaixa as palavras no ritmo das imagens.


Leia a matéria na integra:
Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/sabia_como_editar_seus_videos_dentro_do_proprio_youtube

URL: http://olhar.vc/91c7d